CADEIRA 17

FUNDADOR

PATRONO

SUCESSORA

Luiz Daniel Clève nasceu a 25 de agosto de 1833, em Bahrenfeld, Ducado de Holstein, na Dinamarca, sendo filho de Cristiano Carlos Cleve e D. Ida Cleve, tendo emigrado para Guarapuava.

Contraiu núpcias com D. Francisca Perciliana de Oliveira Almeida, em 19 de junho de 1858.

Em 27 de junho de 1865, declarou em petição, pretender naturalizar-se cidadão brasileiro em atenção ao Decreto n.° 808-A de 23 de junho de 1853.

Em 1872 introduzia o primeiro arado neste Município, em sua fazenda denominada Cambará, Entre Rios. Ao assistir o termo de declaração de naturalização, em 29 e março de 1876, declarou ser de nacionalidade dinamarquesa, ser católico, casado com brasileira, ter oito filhos, residir há 22 anos no Brasil, ter se estabelecido em terras por ele compradas e enfim ter fixado para sempre seu domicílio neste Império.

Em 18 de abril de 1876, a Câmara Municipal atestava que, Luiz Daniel Cleve, com Francisco de Paula Pletz, pelo espaço de 6 anos trabalhara como agrimensor em diversas medições efetuadas neste termo, demonstrando ser pessoa morigerada e de exemplar comportamento na sociedade local.

No paço da Câmara Municipal a 17 de abril de 1877, comparecia ainda Luiz Daniel Cleve, já naturalizado cidadão brasileiro, por ato do Sr. Presidente da Província, de 26 de maio de 1876, perante ao Presidente da Câmara, José de Freitas Saldanha, prometendo fiel e inteira obediência ao Imperador e às Leis do País.

Vereador eleito e empossado no quatriênio 1881-1884.

Presidente da Câmara Municipal entre 7 de janeiro de 1881 a 25 de dezembro de 1882.

Em carta de 26 de abril de 1881, o Presidente da Província , João José Pedrosa, agradece-lhe o valioso concurso prestado à causa do Paraná.

Em 8 de janeiro de 1887, oficiou à Câmara, dando notícia de grassar a cholera morbus em Assunção do Paraguai, e como certa a invasão dessa epidemia em Mato Grosso, tendo sido atacados desse mal os membros componentes da coomissão argentina de estudos dos rios limitrofes. Chamava a atenção da Câmara para reclamar do Governo que estabelecesse um cordão sanitário no Erê, de modo a impedir o trânsito e a passagem dessa enfermidade para esta Província.

Juiz Comissário de Terras neste Município de 1884-1888.

Em 19 de março de 1887, o Presidente da Câmara propôs ao Sr. Presidente da Província a nomeação de Luiz Daniel Cleve para vacinador neste Município e solicitou-lhe o pus vacínico.

Em 1891 requereu ao Governo do Estado, juntamente com o Dr. José Antonio Alves Pinto e José de Freitas Saldanha, concessão para explorar jazidas de turfas, xistos betuminosos e hulhas, nas terras deste Município.

Em carta de 8 de agosto de 1891, Ladislau Neto, o sábio brasileiro, informava a Luiz Cleve a existência de uma vaga de naturalista-viajante do Museu Nacional e o convidava a ocupar dita vaga. O cargo era de 3.000,000 anuais, além de 3.000 diários, quando em viagem.

Em 30 de janeiro de 1893, apresentou à Câmara memorial a respeito do saneamento desta cidade, relativo ao abastecimento de água etc.

Em 4 de abril de 1893 fundou o jornal O Guayra.

Camarista nomeado pelo Dr. João de Menezes Dória, Governador do Estado, por ato de 27 de janeiro de 1894, tomou posse no dia seguinte.

Em 1913, com 80 anos de idade, foi nomeado pelo Presidente Carlos Cavalcanti, para chefiar a Comissão de terras de Foz do Iguaçu, ali chegando em 4 de outubro do mesmo ano e o seu último relatório enviado à Secretária de Obras Públicas, data de maio de 1914.

Faleceu em 14 de agosto de 1914, em Foz do Iguaçu.
 

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