CADEIRA 01

FUNDADORA

PATRONO

SUCESSORA

Padre Montoya nasceu em Lima. em 1585. Seu pai, Cristóbal Ruyz de Montoya era de Sevilha, Espanha, e sua mãe, Ana de Vargas era do Peru. Tendo ficado órfão aos 5 anos, estava indo para a Espanha com o pai, mas, no Panamá foram acometidos de peste e voltaram para Lima.

Montoya tinha 8 anos quando perdeu o pai e foi levado ao Seminário Jesuíta, em Lima, de onde fugiu aos 16 anos, juntando-se às más companhias e aos jogos. Pensando em se tornar soldado, participou da conquista do Chile, mas vendo as poucas esperanças em tal carreira, dirigiu-se a Espanha. Entrou na Companhia de Jesus, em 21 de novembro de 1606, após fazer os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, aos 21 anos de idade.

Após 7 meses de Noviciado, o padre Diogo Torres levou-o à Córdoba e Tucumã (Argentina e Paraguai), onde terminou o noviciado, em 1608.

Estudou Filosofia e Teologia, em Córdoba, celebrou a 1a Missa, em Assunção, de onde seguiu para as Missões de Guairá, Estado do Paraná.

Conquista Espiritual era uma espécie de diário que Montoya iniciou nas Reduções Guarani, em 1609. Trata das Missões do Paraná, Paraguai, Uruguai e Tape do Rio Grande do Sul.

Em 1610, José Cataldino e Simão Mazeta, italianos que já tinham fundado a Redução de Loreto, no Paraná, receberam o Padre Antônio Ruyz de Montoya. Tinham para comer banana, batata doce, abóbora e aipim e ficaram 2 anos sem ter carne e sal. Em 1612, Montoya era missionário em Loreto, onde escreveuArtey Vocabulário de la Lengua Guarani, impresso na Redução de Santa Maria, sendo o primeiro livro impresso na América do Sul.

Por mais de 25 anos o Pe. Montoya trabalhou nas missões e, desde 1620, era o superior das Reduções da América do Sul, em número de 32, sendo, 14 no Paraná.

Montoya e Cristóvão de Mendonça, saindo de Loreto, na foz do rio Pirapó, ultrapassaram Apucarana e foram às tabas de Taiati. E foi assim que surgiu no sertão de Taiati a cidade de ENCARNACIÓN, nas margens do rio Piquiri, para o lado de Pitanga e SÃO PEDRO, para o lado de Guarapuava.

Montoya também trilhou os mesmos caminhos de São Tomé e suas palavras ficaram como ecos do inconsciente coletivo, pois a pregação em nome de Deus é eterna e imortais são os escritos dos pregadores.

Perseguidos nas reduções por bandeirantes que escravizavam índios, os padres fugiram com os remanescentes silvícolas para 7 Povos das Missões.

Montoya morreu, em Lima, em 11 de abril de 1652, em odor de santidade e seus restos mortais foram para Assunção, mas seu desejo era ser enterrado sob o altar de Loreto, no Paraná, onde atuou com heroísmo pelo bem do índio.

Quando foi exumado o corpo de Montoya estavam só os ossos, mas os pés estavam intatos, brancos e rijos como se ele tivesse sido enterrado naquele momento. Segundo descobertas de 1929, o corpo de Montoya foi levado para La Plata e depois para Loreto, mas o local se encontra coberto de mato e em ruínas.

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