CADEIRA 18

FUNDADOR

PATRONO

SUCESSOR

Guarapuavano por nascimento, veio à luz aos 13 de março de 1840. Filho de Benjamin Simões de Oliveira e de Joaquina Ferreira da Rocha Loures, esta, filha do Capitão Antonio da Rocha Loures. Teve como padrinho de batismo o avô Antonio da Rocha Loures e herdou dêle o nome, a coragem e o espírito de lutador destemido. 

Até a guerra do Paraguai, Antonio da Rocha Loures, juntamente com seu pai Benjamin e seu irmão Francisco das Chagas Lima (certamente em homenagem ao Padre Francisco das Chagas Lima), ocupou-se com as lides de criação de gado na Fazenda Boa Vista, de propriedade do pai e situada no Candói.

Em 1865, Francisco aderiu ao grupo de Voluntários da Pátria do Exército Brasileiro, para o serviço extraordinário da guerra. Antonio também se apresentou como voluntário, fazendo parte do 1° Contingente de 23 voluntários guarapuavanos que seguiram, em março de 1865, para Curitiba e depois para o Paraguai. Na despedida os voluntários foram saudados pelo Brigadeiro Francisco Ferreira da Rocha Loures. A ida dos dois filhos para a guerra trouxe um fato até pitoresco. O pai, Benjamin Simões de Oliveira viu-se na contingência de requerer, em 26 de março de 1865, ao Conselho de Recursos que o carpinteiro José Rodrigues da Costa, contratado para edificar uma casa na fazenda Boa Vista, fosse dispensado da convocação para o serviço nas fronteiras do Império, pois os dois filhos já estavam na guerra e ele, sem o apoio dos filhos, temia o perigo de assalto à sua fazenda por parte dos índios.

Antonio da Rocha Loures Villaca tomou parte na guera por dois anos. Ferido por duas vezes, retornou aos 10 de julho de 1867, juntamente com o Capitão Previsto Gonçalves Columbia e o Tenente Pedro Oscar Lisboa, devido ao mau estado de sua saúde, conforme relato do Jornal 19 de Dezembro.

Em 19 de outubro de 1878, Antonio da Rocha Loures Villaca casou-se com a pontagrossense Ana Luiza do Amaral. É de se observar que é a partir do registro de casamento aparece o sobrenome Villaca, desconhecendo-se a razão deste sobrenome, que parece ser de conotação castelhana. Do consórcio nasceram três filhos: Antonio Rocha Loures Villaca Filho, que foi Coronel e teve a alcunha de "sinhô", Ana Joaquina Loures Villaca e Benjamin da Rocha Loures Villaca.

Exerceu atividades de cunho político quando participou da Câmara de Vereadores da 8a até a 14a Legislatura. A 8a Legislatura iniciou-se, em 07 de janeiro de 1873. Na 9a Legislatura, iniciada aos 08/01/1887, foi eleito Presidente da Câmara. Na 10a, iniciada aos 08/01/1890, foi reeleito vereador . No entanto a mesma foi dissolvida por Decreto, que também designou à lla legislatura e da qual Antonio ficou de fora. Na 12a Legislatura, iniciada aos 21/09/1892, foi novamente eleito camarista. Em 1892 é também Vice-Presidente da Intendência Municipal, quando oficiou ao Governador do Estado solicitando um garanhão de raça a fim de reerguer a indústria pastoril que se achava degenerada. Para a 13a Legislatura, que teve início em 1894 os camaristas foram nomeados por Decreto do Governador.

Ainda participou da 14a Legislatura, iniciada em 24 de setembro de 1896. Não concluiu esta legislatura, pois faleceu no dia 13 de março de 1897, data de seu aniversário. Tinha apenas 57 anos. Conforme costume da época, também filiou-se à maçonaria.

Além das vicissitudes da Guerra do Paraguai, Antonio da Rocha Loures Villaca também sentiu os efeitos Revolução Federalista de 1893.

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