CADEIRA 11

FUNDADOR

PATRONO

SUCESSOR

Antônio Braga de Araújo, sacerdote secular, faleceu nesta cidade em 17 de novembro de 1885, com 67 anos de idade, natural de Ponta Grossa, como Vigário da Paróquia de Guarapuava, função exercida de 1841 a 1885.

Estudou com o Padre José Gonçalves de Godoi - mestre em latim, em Sorocaba no Estado de S. Paulo, "e porque deu provas de aplicação conseguiu grande aproveitamento em dois anos de aulas de Filosofia Racional e Moral" - atestou aquele Padre Mestre, em 20 de julho de 1837.

Nomeado e provido presbítero secular ao emprego de Vigário Encomendado desta Freguesia por provisão de 11 de setembro de 1840 de Dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade, por Mercê de Deus e confirmação da Santa Sé Apostólica, bispo de S. Paulo, prestava juramento no dia 14 de abril de 1842. No ano seguinte (1843), remetia à Câmara Municipal da Vila de Castro a planta e orçamento da Igreja Matriz desta Freguesia; em 2 de maio de 1850, benzia a Capela Mor. Sua residência era localizada no 2° Quarteirão da Vila. Possuía um escravo de nome Francisco e um agregado o Sebastião Francisco de Assis Ferraz, e como Pároco Encomendado percebia anualmente 728$000.

A Inspetoria Geral da Instrução Pública de São Paulo oficiava-lhe em 31 de janeiro de 1854, congratulando-se pela instalação da Província do Paraná e agradecia-lhe a solicitude e o interesse com que por tão longo tempo exercera o cargo de Inspetor de Instrução Pública.

Recebeu em 19 de setembro de 1855, do Palácio do Governo, o segundo ofício: "Havendo fundados receios de que possa manifestar-se na Província a terrível epidemia que aflige diversos outros pontos do Império e necessitando nestas circunstâncias buscar o indispensável conforto e amparo na proteção e Misericórdia Divina, julga esta Presidência dever suplicar a V Reverendíssima, que mandefazer na sua Freguesia preces ao Todo Poderoso para que, lançando sobre este povo suas piedosas vistas, arrede de nos o horrívelflagelo que nos ameaça" .

Fez o Cônego Braga, em data de 17 de setembro de 1858, na conformidade do Regulamento de Terras, de 31 de janeiro de 1854, 632 registros, sendo 107 de posses estabelecidas no Rocio e 525 de terras lavradias e campos.

Solicitava-lhe o Presidente da Província, em 18 de outubro de 1860 que, depois da missa convencional, advertisse seus fregueses para não invadirem terras devolutas; não fizessem derrubadas de matas e queimadas.

Viajando para S. Paulo, por motivo de doença, o Reverendo Coadjutor Padre Francisco José Correa de Bittencourt, o substituiu em março de 1862. Como Deputado Provincial ausentou-se da Paróquia, em abril de 1866.

Comendador da Imperial Ordem da Rosa, com nomeação de 21 de abril de 1885.

A conclusão das obras da Igreja Matriz, deveu-se ao seu trabalho pertinaz.

O Cônego Braga mantinha correspondência assídua com o Conselheiro Jesuino Marcondes, Barão de Nácar, Alves de Araujo, Padre Júlio Ribeiro, amigo íntimo de Dom Lino Deodato de Carvalho -Bispo de S. Paulo, com quem se correspondia com intensidade entre os anos de 1881 e 1884.

Belíssimo e encantador foi seu trabalho de evangelização, tendo escrito relatórios de suma importância histórica sobre os mais variados assuntos; executava estatísticas perfeitas da população da Freguesia.

O Cônego Antônio Braga de Araújo deu verdadeiro cumprimento ao seu apostolado pelo bem da verdade, do amor e da justiça.

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