A (falta de) responsabilidade digital

Eu costumo dizer em minha aulas que a Tecnologia nem tudo é um "mar de rosas". Muitas vezes o "lixo tóxico" é abundante !

 

Nossa atualidade é marcada por nomes e expressões que muitas vezes nos fazem crer que vivemos em um mundo com apenas uma língua: O "informatiquês" !

Quer ser considerado um (pseudo)intelectual dos tempos modernos ? Utilize expressões que direcionam a tecnologia em suas conversas formais ou informais. Ao ouvinte, infelizmente, muitas vezes causa um "ar" de: "Esse cara manja do quê está dizendo".

 

Ledo engano !!! Aos que conhecem um pouco mais sobre tecnologia, algumas expressões quando mal utilizadas somente servirão para causar o sentimento do: "Hum, esse cara está tentando me enrolar !"

 

Algumas expressões que mais ganham notoriedade são: HOAX e FAKE NEWS. Em nossa língua, definimos HOAX como sendo um embuste que nada mais é do que uma tentativa de enganar um grupo de pessoas, fazendo-as acreditar que algo falso é real !!! Popularmente consideramos um HOAX como um BOATO (fake news, notícia falsa).

Atrás de um boato, existem várias tentativas e formas de, aplicar uma ideia, vender um produto, anunciar um serviço, prejudicar alguém ou alguma empresa, causar pânico, comoção, etc.

 

Antes da tecnologia já existiam boatos. Não é algo novo e são documentadas há séculos. Pode-se afirmar que tal prática era uma constante na Grécia antiga. Desde a Antiguidade, verdade e mentira misturaram-se, e essas realidades falsas influenciam nosso presente.

 

Vamos a um exemplo:
Um boato no império
Durante o reinado de Felipe 2º, o império espanhol atingiu seu esplendor máximo: expandia-se das Filipinas até a América do Sul - por isso, diziam que o sol nunca se punha em seus domínios (ou seja, quando desaparecia no Ocidente, surgia no Oriente).
Com esse vasto território, imagine o que aconteceria se alguém fizesse correr um boato sobre a vida do monarca...
Pois foi exatamente o que aconteceu em 1564, quando "uma notícia falsa foi usada para tentar sabotar seriamente o reinado de Felipe 2º", conta Serrano.
Já há oitos no trono, o monarca soube que um boato de sua própria morte "a tiros" havia se espalhado.
A notícia foi divulgada "em Madri e outras partes dos reinos de Castilla", segundo documentos históricos.
E, por essa razão, era necessário evitar, o mais rápido possível, que se propagasse para outras partes da Europa, "diante do risco que implicaria à monarquia", ressalta o especialista.
"Imediatamente, o rei teve que acionar toda a máquina burocrática dos correios e da transmissão de mensagens, a fim de chegar o mais rápido possível às áreas que ele considerava convenientes que aquela notícia falsa era um boato sem fundamento", diz Serrano.
Assim, o rei enviou cartas a vários de seus diplomatas pedindo-lhes que neutralizassem os rumores e que fizessem vir à tona "a verdade em todos os lugares".
Além disso, Felipe 2º ordenou "uma grande diligência para descobrir de onde surgira o boato e com que propósito", segundo consta na documentação guardada no Arquivo Geral de Simancas, em Castilla e León.
(fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45863680)

Com o advento da tecnologia as fake news chegaram à sua fase adulta. 

 

Definimos como sendo um fenômeno viral que se propaga nas redes sociais. O problema de notícias falsas e mentiras é maior hoje do que era no passado e isso, infelizmente, tornar-se-á muito mais evidente à medida que o tempo passa.

 

É comum e aterrorizante acessar o perfil nas redes sociais e receber uma avalanche de notícias sobre tragédias, concursos inexistentes, animais extraordinários, frases e ações polêmicas.

 

Aplicativos de mensagens como o Whatsapp, por exemplo, são as principais fontes e formas de disseminação de notícias falsas principalmente pela facilidade em compartilhar informações ao maior número de pessoas possíveis.

 

Infelizmente no Brasil não há uma legislação específica sobre a divulgação das fake news. Porém, esta lacuna da lei não impede responsabilização daqueles que produzam ou repassem tais falsidades, ainda mais quando elas são direcionadas a uma pessoa ou grupo específico.

 

Cabe lembrar que a Lei nº 12.965, de 2014, conhecida como Marco Civil da Internet, dá o amparo judicial para reduzir a propagação desenfreada das fake news. Além disso, os provedores de internet e locais de hospedagem ficam autorizados a remover conteúdos quando comprovado que a matéria publicada não seja verdade.

6 Recomendações simples para não cair nas fake news:
1º)- Cheque as fontes
Analise a fonte da notícia se é confiável ou quem a está divulgando.

2º)- Leia a notícia completa
Ler integralmente o texto divulgado e não somente ao título da matéria é uma ferramenta importante pois em algumas situações o teor da matéria não segue tão a risca o título apresentado.

3º)- Confira a data da notícia
Fique atenção à data da publicação. A matéria pode ter perdido sua contextualização, facilitando conclusões erradas sobre o caso.

4º)- Desconfie de matérias sensacionalistas
A baixa credibilidade de um veículo de comunicação tende a publicar notícias que despertam a curiosidade do leitor por meio do sensacionalismo. Textos com adjetivos exagerados merecem um sinal de alerta pelo leitor.

5º)- Aguarde uma posição oficial
Felizmente as notícias falsas ao mesmo passo que vem rapidamente, são desmentidas nas mesma velocidade. Você prefere ser lembrado como o "repórter do falso apocalipse" e "manchar" sua reputação divulgando uma nota desvirtuada OU aguardar e não passar vergonha ? Pense nisso...

6º)- Acesse alguns links:
Ainda assim tem dúvidas sobre é ou não é fake news, então acesse: 
- www.boatos.org 
- www.e-farsas.com

Responsabilidade, prudência e calma são os aliados para a não vinculação de notícias falsas.

Fábio Vinícius Primak | Publicado: 19/03/2019  |  Editado: 19/03/2019

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